Estudo de caso: Como uma grande mineradora fez a transição segura para turnos de 12 horas e reduziu o risco de fadiga em 13%

Desafio do cliente: Turnos mais longos sem aumentar o risco

Uma grande mineradora na América do Sul enfrentava uma decisão operacional significativa.
Para melhorar a eficiência e o planejamento da força de trabalho, o site considerava a transição de uma escala de três turnos de 8 horas por dia para dois turnos de 12 horas por dia.
Embora os potenciais benefícios operacionais fossem claros, a liderança tinha uma preocupação crítica: turnos mais longos aumentariam o risco de fadiga e comprometeriam a segurança?
Com uma grande frota de equipamentos móveis e mais de 2.000 operadores trabalhando em operações diurnas e noturnas, os incidentes relacionados à fadiga representavam um risco de alta consequência. A alteração da escala não poderia avançar sem evidências claras e objetivas de que a exposição à fadiga permaneceria dentro de limites aceitáveis.

Solução da Optalert: Utilizar dados objetivos para embasar uma decisão crítica

A mina já utilizava o sistema de detecção de fadiga da Optalert há mais de cinco anos, proporcionando visibilidade contínua e objetiva do nível de alerta dos operadores em várias frotas e condições operacionais.
Para apoiar uma tomada de decisão baseada em evidências, a Optalert foi contratada para analisar um potencial impacto da fadiga decorrente da mudança de escala proposta.
Foi conduzido um projeto-piloto controlado com um grupo de operadores de caminhões que passaram de turnos de 8 horas para turnos de 12 horas, durante um período de três semanas.
Ao longo do teste, a Optalert monitorou continuamente, em tempo real, dados fisiológicos de fadiga, incluindo medições objetivas de indicadores oculares de sonolência. Isso permitiu que os dados de exposição à fadiga fossem quantificados e comparados diretamente com dados históricos da escala anterior.
Especificamente, a análise focada em indicadores-chave de risco de fadiga, incluindo a frequência, duração e severidade de eventos de sonolência elevada, a distribuição temporal da fadiga ao longo do turno e perfis comparativos de risco entre operações diurnas e noturnas. Essas métricas foram comparadas com dados históricos recolhidos sob a estrutura de turnos de 8 horas, permitindo uma comparação direta do desempenho em fadiga entre as duas configurações de escala.
Essa abordagem abrangente garantiu que a decisão fosse baseada em risco de fadiga mensurado, e não em suposições ou fadiga auto reportada.

Os resultados: redução do risco de fadiga

A análise apresentou um resultado claro.

Quando o modelo de turno de 12 horas foi implementado com controles adequados de fadiga, a operação registou uma redução de 13% no total de acidentes relacionados à sonolência em comparação com a escala anterior de 8 horas.

Na prática, os dados demonstraram que turnos mais longos não significam aumento proporcional de estados perigosos de fadiga. Pelo contrário, o risco de fadiga tornou-se mais previsível e mais fácil de gerir ao longo do dia operacional.

Esse resultado deu à liderança a confiança necessária para avançar com a transição da escala.

Por que a mudança de turno funcionou, especialmente em relação aos padrões circadianos

A redução do risco de fadiga foi impulsionada pela forma como a escala foi desenhada, e não apenas pela duração do turno.
O fator determinante foi a migração para um regime de turnos fixos, no qual os operadores deixaram de alternar entre escalas diurnas e noturnas. Na prática, os operadores passaram a trabalhar em turnos fixos de 12 horas, diurnos ou noturnos, intercalados por dias de descanso regulares. Isso ajudou a normalizar o ciclo circadiano dos trabalhadores, também conhecido como relógio biológico, que regula funções corporais automáticas de acordo com o dia e a noite.
Quando combinada com controles adequados de gestão da fadiga, como alocação estática de turnos, monitoramento em tempo real e protocolos procedimentais de intervenção, a escala de 12 horas não resultou em um aumento proporcional do risco relacionado à fadiga.
A redução do risco é atribuída, entre outros fatores, diretamente à estabilidade da rotação. Os operadores deixaram de alternar entre turnos diurnos, vespertinos e noturnos, passando a trabalhar em turnos estáticos de 12 horas, com três dias consecutivos de trabalho seguidos por três dias de folga.
Como resultado, a estrutura de rotação estática proporcionou diversos benefícios:

  • Melhor alinhamento com padrões naturais de sono e recuperação
  • Redução da desregulação circadiana causada por mudanças frequentes entre dia e noite
  • Rotinas mais previsíveis fora do trabalho, apoiando uma melhor qualidade de descanso

Em resumo, os operadores puderam organizar suas vidas em torno de horários de trabalho consistentes, o que reduziu a fadiga acumulada ao longo de turnos consecutivos.

Gestão de risco da escala noturna com visibilidade em tempo real

Como esperado em operações de mineração, o risco de fadiga manteve-se mais elevado durante o período noturno em comparação com as operações diurnas. No entanto, o monitoramento em tempo real da Optalert permitiu que esses riscos fossem identificados e geridos proativamente.

Em toda a frota:

  • Os alertas de fadiga ocorreram em uma taxa baixa e mensurável
  • Aproximadamente 12% dos alertas foram classificados como de alto risco, acionando protocolos imediatos de intervenção, como a rotação de operadores
  • Eventos de fadiga de alto risco foram tratados antes que o desempenho fosse comprometido.

Isso garantiu que o risco de fadiga permanecesse controlado mesmo durante os períodos operacionais mais desafiadores.

Da mudança de escala à confiança operacional

Após a análise e as recomendações da Optalert, a operação de mineração implementou a escala de 12 horas em todo o site.

A transição foi apoiada por:

  • Monitoramento contínuo da fadiga em tempo real
  • Supervisão centralizada do risco de fadiga
  • Protocolos de intervenção liderados por supervisors

Tal abordagem assegurou que a fadiga fosse gerida como um risco operacional, e não como uma atividade de conformidade regulatória.

É importante destacar que, a mudança de escala melhorou não apenas os resultados de segurança, mas também a estabilidade da força de trabalho e a qualidade de vida, uma vez que operadores e suas famílias passaram a ter maior previsibilidade em relação aos horários de trabalho e descanso.

Além disso, dados consolidados demonstraram que a implementação do Sistema de Detecção de Fadiga da Optalert resultou em uma redução de 97% no risco de acidentes relacionados à fadiga no mesmo site.

Os resultados observados nesta operação são significativos, pois contribuem para uma operação otimizada que reduz custos enquanto prioriza a segurança ocupacional.

Como a Optalert geriu o monitoramento da fadiga e o perfil de risco

O sistema Optalert fornece funcionalidades básicas para identificar operadores por nome, número de funcionário, equipa e operação. Com base nesses dados, é possível detectar tendências de risco por localização geográfica dentro da mina, por hora do dia e por turno.

O gráfico abaixo apresenta o perfil de risco de acidentes relacionados à sonolência, representado pela frequência de alertas de sonolência (situações de risco) por hora de operação. Os gráficos são divididos entre turnos diurnos e noturnos e, posteriormente, por cada ciclo de trabalho.

É importante notar que os operadores do turno diurno regressam dos dias de folga no “Turno 1” com o maior risco registrado, e diminui gradualmente no “Turno 2” e no “Turno 3”. Esse comportamento está diretamente ligado a atividades fora do trabalho durante os dias de folga e, possivelmente, à redução da qualidade do descanso.

Durante o turno noturno, os operadores também apresentam risco elevado no “Turno 1” pelas mesmas razões observadas na equipa diurna. O “Turno 2” mostra uma redução do risco à medida que os operadores se ajustam à rotina de trabalho noturno e descansam durante o dia. No entanto, o risco volta a aumentar no terceiro turno. Esse padrão é comum em operações noturnas e está diretamente relacionado a atividades que entram em conflito com o ciclo circadiano natural.

Principais benefícios: como a Optalert viabilizou e melhorou a eficiência operacional

A transição de uma escala de três turnos de 8 horas para dois turnos de 12 horas, combinada com a implementação do Sistema de Detecção de Fadiga da Optalert, ajudou a mina a economizar milhões de dólares por ano em transporte, alimentação, manutenção e mitigação de riscos. Também gerou melhorias operacionais mensuráveis e resultados positivos em segurança:

Redução do risco relacionado à fadiga
  • O risco geral de acidentes relacionados à sonolência diminuiu em 13% após a mudança de escala
  • Eventos de fadiga de alto risco, que acionam rotação imediata de operadores, representaram 12% do total de alertas, garantindo mitigação proativa de cenários críticos
Melhor alinhamento circadiano
  • A rotação estática de turnos, evitando a alternância entre dia e noite, permitiu melhor alinhamento dos padrões de sono e descanso
  • Os operadores puderam estabelecer rotinas consistentes fora do trabalho, melhorando a recuperação
Eficiência operacional e consistência
  • Operadores em turnos estáticos de 12 horas seguiram uma rotação previsível de três dias de trabalho e três dias de folga, melhorando o planeamento da força de trabalho e a produtividade
  • O risco passou a ser distribuído de forma mais previsível ao longo do dia, com redução de picos durante o período diurno e aumentos gerenciáveis nas primeiras horas da noite
Cultura positiva de segurança e conscientização
  • O aumento da conscientização entre famílias, comunidades e equipas dos operadores em relação às escalas de trabalho reforçou o cumprimento do descanso e a segurança operacional
  • A mudança promoveu uma cultura em que a gestão da fadiga se tornou parte integrante das operações diárias

Principal conclusão: tomada de decisão aprimorada apoiada por dados objetivos de fadiga

Ao utilizar o sistema de detecção de fadiga da Optalert para avaliar e gerir uma mudança significativa de escala, a mineradora evitou suposições e tomou uma decisão de alto impacto com confiança.

Esse resultado também é sustentado pela abordagem centrada no cliente da Optalert, uma vez que a nossa equipa trabalhou em estreita colaboração com a mineradora para avaliar potenciais riscos antes de qualquer implementação de sistema. Essa abordagem garante que o sistema de detecção de fadiga da Optalert gere resultados impactantes.

Neste caso, a mineradora registou uma redução de 13% no risco relacionado à fadiga, melhora na previsibilidade operacional e uma transição mais segura para turnos mais longos para mais de 2.000 operadores.

Dados históricos também validam a eficácia do sistema Optalert, demonstrando uma redução de 97% no risco de acidentes relacionados à fadiga ao longo dos anos no mesmo site. Essa conclusão fornece um modelo claro de gestão de risco de fadiga para operações de mineração em larga escala.

Este estudo demonstra como dados objetivos de fadiga permitem que líderes do setor de mineração equilibrem segurança, produtividade e bem-estar da força de trabalho ao tomar decisões operacionais complexas.

Veja como o monitoramento preditivo de fadiga pode reduzir riscos no seu site

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